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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Agrotóxicos, histórico e novidades, Parte 3/3, artigo de Roberto Naime

[EcoDebate] BORSÓI et. al. (2014) afirma que o excesso de aplicação de agrotóxicos tem originado consequências negativas, como o desaparecimento de algumas espécies de insetos úteis e aparição de novas pragas.

Além disso, muitas espécies de insetos se tornaram resistentes a certos inseticidas, o que levou à busca de novos produtos de maior seletividade. Dos compostos usados em grande escala, encontram-se, inicialmente, os organoclorados, depois os organofosforados, carbamatos, piretróides e toda uma série de derivados de triazinas, dentre outros (FLORES et al., 2004).

Agrotóxicos organoclorados são conhecidos como por persistirem no meio ambiente, por serem amplamente distribuídos geograficamente no mundo, por se acumularem em tecidos gordurosos de organismos vivos e por causarem danos para seres humanos e ao meio ambiente (GALT, 2008).

Segundo VALERO et al. (2009) muitos destes contaminantes ambientais halogenados apresentam atividade estrogênica e que, devido à sua natureza lipofílica (se associa com moléculas de gorduras), o tecido mamário humano acumula essas substâncias e existe a possibilidade de que os níveis de organoclorados encontrado em seres humanos pode exercer um efeito proliferativo sobre as células normais da mama.

A ação danosa dos agrotóxicos para o ambiente e a saúde pública tem sido comprovada, levando à restrição e até mesmo proibição em diversos países. Mesmo proibido, estes agrotóxicos foram encontrados em várias matrizes, provando sua persistência no meio ambiente (CARLOS et al., 2013).

Os organoclorados são substâncias orgânicas que possuem uma meia vida longa em solos, sedimentos, ar e biota. Por serem compostos lipofílicos tornam-se bioacumulativos na cadeia alimentar e possuem grande estabilidade físico-química, não sendo voláteis à temperatura ambiente.

Devido a estas características, desde o início dos anos 1970 o uso de agrotóxicos organoclorados tem sido progressivamente restringido a aplicações específicas em diversos países (ALVES et al., 2010) e no Brasil sua utilização está proibida desde 1985 (CARLOS et al., 2013).

Os níveis de organoclorados na água dos oceanos têm causado sérios problemas ecológicos como, por exemplo, o fracasso da reprodução da truta-do-mar, na Laguna Madre, no Texas, e da águia-marinha, no Báltico. Além disso, podem-se encontrar golfinhos contaminados com DDT, desde o litoral paulista até regiões da Antártida (FLORES et al., 2004).

MISHRA et al. (2012) em estudo com nível de organoclorado no solo da Índia verificou que os níveis mais elevados do contaminante foram encontrados em solos de arrozais prática ilegal no país.

Os organoclorados são reconhecidos como suspeitos ou causadores de câncer e como interferentes do sistema endócrino (GALT, 2008). Podem trazer danos irreversíveis quando a exposição ocorre durante a gestação ou nos primeiros anos de vida (FONTENELE et al., 2010).

São considerados poluentes orgânicos persistentes (POPs) e entre esses se pode destacar o aldrin, clordane, DDT (dicloro-difenil-tricloroetano), endrin, heptaclor, hexaclorobenzeno, mirex e toxafeno (GALT, 2008), além de dieldrin, hetptaclor, heptaclor epóxido, hexaclorciclohexano (KANG e CHANG, 2011).

Recentemente, o número de poluentes orgânicos persistentes foi ampliado, sendo eles, clordecone, lindano, pentaclorobenzeno e endosulfan, também pertencem ao grupo de organoclorados altamente persistente no meio ambiente (CHUNG e CHEN, 2011).

No Brasil o ingrediente ativo do lindano foi proibido considerando sua alta toxicidade, a provável carcinogenicidade para humanos, os efeitos do produto preservante de madeira sobre o sistema nervoso central, as interferências da capacidade oxidativa hepática, sua persistência no ambiente e a tendência mundial para banir ou impor severas restrições ao uso deste ingrediente ativo (BRASIL, 2006).

Organofosforados (ORFs) e carbamatos (CMs) são produtos usados em atividades agropecuárias como inseticidas para lavouras e antiparasitários para animais (BARROS et al. 2006) e em sistemas hidráulicos industriais, lubrificantes de alta temperatura, em plastificantes e retardantes de fogo (GUPTA, 2006).

Quando aplicados de forma inadequada na lavoura, essas substâncias podem contaminar cursos de água, além de gerarem resíduos em produtos agrícolas. Animais que ingerem água ou alimentos contendo essas substâncias podem depositá-las na gordura e músculos, podendo ser encontradas também no leite (NERO et al., 2007).

Um outro mundo é possível, mesmo que dentro da livre iniciativa. Ocorre enfatizar que nada é contra a livre iniciativa. Que sem dúvida sempre foi e parece que sempre será o sistema que melhor recepciona a liberdade e a democracia. Mas uma nova autopoise sistêmica para o arranjo social, é urgente. Não faz nenhum sentido a exposição a esta venenama criada para ser usada em guerras.

CONCLUSÃO

BORSÓI et. al. (2014) assinala que existem muitos organofosforados, com milhares de nomes comerciais, como dimetoato , paration e ometoato, a maioria dos quais têm sido utilizados para o controle de insetos em ambientes residenciais e na agricultura (ZHOU, 2011).

A toxicidade aguda dos organofosforados é devido à inibição da enzima acetilcolinesterase, cuja função é hidrolisar a acetilcolina, e por isso resulta na acumulação de acetilcolina que é liberada nas fendas sinápticas do sistema nervoso autônomo, sistema nervoso central e nas junções neuromusculares (ROCHA JÚNIOR et al., 2004).

Embora seja uma exaustiva argumentação técnica, parece que quem produz isto se faz de desentendido. E a culpa não é dos colaboradores, mas de acionistas e detentores de capital.
Por isso se sabe que leis e normas não vão resolver os problemas, embora sejam procedimentos relevantes.

A civilização humana determinará nova autopoiese sistêmica, na acepção livre das concepções de Niklas Luhmann e Ulrich Beck, que contemple a solução dos maiores problemas e contradições exibidas pelo atual arranjo de equilíbrio.

Que é um sistema instável, muito frágil e vulnerável. Para sua própria sobrevivência, o “sistema” vai acabar impondo uma nova metamorfose efetiva.

Infelizmente não serão consciência individual ou revoluções que farão estas alterações. Os movimentos sociais apresentam a distorção sistêmica de articular mudanças ideológicas como se fossem soluções para questões ambientais.

Mas se acredita que uma nova autopoiese sistêmica para o arranjo social, é urgente e será desenvolvida pela civilização humana, sem vincular alterações ideológicas com mudanças de paradigma.

Nada foi mais nefasto na civilização humana do que as hecatombes ambientais produzidas pela falta de liberdade e práticas ambientalmente condenáveis geradas pela autossuficiência de ditadores socialistas.

Voltando aos agrotóxicos, o resultado das intoxicações no sistema nervoso central, é a progressão dos sinais de toxicidade, incluindo aumento de secreções, convulsões, dificuldade respiratória, coma e morte (ZHOU, 2011).

A ampla utilização de organofosforados deu origem a grande preocupação pública sobre a sua toxicidade crônica. Em geral, a exposição prolongada pode ser dividida em exposição ocupacional e exposição não-ocupacional.

A primeira envolve frequentemente população agrícola e trabalhadores empregados em indústrias relacionadas com agrotóxicos. E a última é mais aplicada para a população em geral, potencialmente expostos a organofosforados através de um número de diferentes rotas, incluindo dieta, estilo de vida ou medicinal (ZHOU, 2011).

Pesquisas indicaram que, além da síndrome colinérgica aguda que leva a morte imediata, existem várias síndromes neurológicas como resultado da exposição crônica aos organofosforados, síndromes colinérgicas intermediárias, tardia e comportamental.

Os efeitos comportamentais em consequência de sequelas de intoxicação aguda ou da exposição crônica a baixas concentrações de organofosforados incluem vigilância prejudicada, concentração diminuída, lentidão no processamento da informação e da velocidade psicomotora, déficit de memória, distúrbios linguísticos, depressão, ansiedade e irritabilidade, destacando-se a alta evidência de que indivíduos cronicamente expostos aos organofosforados tenham ideias suicidas (ROCHA JÚNIOR, 2004).

Trabalhadores com 5 a 10 anos de exposição a organofosforados também mostraram maior percentual de hemoglobina anormal, que estavam relacionados a atividade da acetilcolinesterase (ZHOU, 2011).

Uma técnica acessível para detectar um possível problema de contaminação do ecossistema, por ser de baixo custo e de fácil realização (NUNES e VIDAL, 2009), é a utilização de bioindicadores. Esses são organismos, animais ou vegetais, com potencial de sofrer alterações nas suas funções vitais ou composição química, indicando a presença de determinado contaminante no ambiente (SCHREIBER et al., 2013).

O mundo precisa de mudanças para garantir alimentos e preservar a saúde do solo (potencial produtivo do solo), abalada pelos restos da era industrial (PINOTTI e SANTOS, 2013).
As preocupações com o uso de produtos químicos e sua relação com a preservação do solo, resistência de patógenos a fungicidas utilizados, o aumento em demanda por parte dos consumidores de alimentos sem resíduos deixados pela aplicação de agroquímicos, incentiva estratégias e alternativas para métodos de controle de doenças em várias culturas, dentre eles, inclui o controle biológico (LOPES, 2009; MORANDI, 2003).

O controle biológico de doenças de plantas, basicamente, consiste em selecionar os microrganismos a serem utilizados no controle ou supressão de agentes patogênicos que causam doenças em plantas (PINOTTI e SANTOS, 2013).

Entre os controles alternativos de fungos destacam-se o potencial dos extratos, decoctos e óleos essenciais de plantas medicinais e aromáticas na inibição de antracnose de frutos de goiaba, cujos resíduos de fungicidas nos frutos impedem a exportação (ROZWALKA et al., 2008).

Para atender à procura, cada vez maior, de produtos e alimentos livres de resíduos deixados pelas aplicações de agrotóxicos, o controle biológico de pragas e doenças constitui-se uma importante alternativa, contudo, o sucesso do controle de fitopatógenos e da promoção de crescimento por bioagentes dependerá das propriedades e mecanismos de ação do organismo (MACHADO et al., 2012).

A utilização de agrotóxicos pareceu, na maioria dos casos, tentar maximizar a eficiência econômica e aumentar a produtividade rural, trazendo benefícios socioeconômicos adicionais.
Porém, assumindo como verdadeira a relação inversa entre eficiência econômica e justiça socioambiental, seria necessário que algumas comunidades aceitassem disposição a aceitar certa quantidade de risco socioambiental adicional ocasionado pela utilização de agrotóxicos (VEIGA, 2007).

A transição para uma agricultura agroecológica deve ser entendida como um processo gradativo em que diversas dificuldades deverão ser enfrentadas, uma vez que o agricultor, seja ele o grande produtor, seja o agricultor familiar, sente-se seguro com o uso de agrotóxicos.

Não deve ser deixado de lado que qualquer estratégia produtiva que o agricultor adote deve primar por maximizar a produção, de forma a atender as demandas da subsistência e do mercado e garantir alguma lucratividade. Caso contrário, se fracassará. (WAICHMAN, 2012).

É sempre bom lembrar que estas realidades não passaram nem perto de solucionar o problema da fome, que depende da distribuição de riqueza.

Referências:

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Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.
Saiba mais em O AMBIENTALISTA

Agrotóxicos, histórico e novidades, Parte 2/3, artigo de Roberto Naime

[EcoDebate] BORSÓI et. al. (2014) ressalta que os agrotóxicos ganharam excesso de importância e foram negligenciadas as técnicas de aplicação empregadas (CUNHA, 2008) e o impacto dos agrotóxicos na saúde direta dos agricultores, da população ao consumir os alimentos com resíduos de agrotóxicos devido à contaminação de cereais, frutas e hortaliças e da contaminação do meio ambiente, principalmente solo, água e ar (GALT, 2008; FONTENELE et al., 2010, PEDLOWSKI et al, 2012 e PINOTTI e SANTOS, 2013).

Assim, temos as perdas por volatilização, que representam o resultado global de todos os processos físico-químicos pelo qual um composto é transferido da solução do solo e/ou da superfície das plantas para a atmosfera.

Uma vez na atmosfera, o agrotóxico poderá ser transportado a grandes distâncias, e ser novamente depositado à superfície por meio do vento ou deposição seca e por deposição úmida na chuva, orvalho, neve e neblina (GAVRILESCU, 2005). Podendo esse agrotóxico, na fase de vapor, contaminar o ambiente e atingir organismos não alvo.

BORSÓI et. al. (2014) afirma que no meio ambiente, os agrotóxicos podem afetar e contaminar a biota, a qualidade da água e do ar, a produtividade e a qualidade final dos alimentos de origem animal e vegetal, podendo torná-los impróprios para o consumo (SCHREIBER et al., 2013).

As propriedades físico-químicas dos agrotóxicos, bem como a quantidade e a frequência de uso, métodos de aplicação, características bióticas e abióticas do ambiente e as condições meteorológicas determinarão qual será o destino dos agrotóxicos no ambiente.

Novamente está se discutindo direção e velocidade dos ventos, áreas de isolamento ou de refúgio. Não tem como fugir desta realidade. Quando a gente se pega discutindo os fatores científicos que controlam o vento, isto inspira uma sensação de regressão aos nossos ancestrais, numa sociedade ultra-tecnológica.

Essas condições variam de acordo como produto e com os fatores relacionados à sua aplicação, por isso não podemos prever um modelo para o comportamento destes agrotóxicos nem sua interação com o ambiente. Por mais que se atribua ao vento caráter científico.

Entretanto, alguns processos são conhecidos e descritos para diferentes produtos, tais como retenção, transformação e transporte. Esses processos podem predizer como o produto se comportará interagindo com as partículas do solo e com outros componentes, com sua velocidade de evaporação, solubilidade em água e bioacumulação (RIBAS e MATSUMURA, 2009).

O aumento considerável no volume de agrotóxicos aplicados tem trazido uma série de transtornos e modificações para o ambiente, tanto pela contaminação das comunidades de seres vivos que o compõe, quanto pela sua acumulação nos segmentos bióticos e abióticos do ecossistema (biota, água, ar, solo, etc.) (FERREIRA et al., 2006).

RIBEIRO et al. (2007) relatam que, mesmo em concentrações baixas, são encontrados resíduos de agrotóxicos em amostras de água subterrânea em países como Grã-Bretanha, Alemanha, Estados Unidos, Grécia, Bulgária, Espanha, Portugal e Brasil.

No solo, a preocupação com a contaminação é referente à interferência desses princípios ativos em processos biológicos responsáveis pela oferta de nutrientes. São consideráveis as alterações sofridas na degradação da matéria orgânica, através da inativação e morte de microrganismos e invertebrados que se desenvolvem no solo.

A ciclagem de nutrientes pode ser afetada quando, por exemplo, o princípio ativo persistente no solo interfere no desenvolvimento de bactérias fixadoras de nitrogênio, responsáveis pela disponibilização desse mineral às plantas (CARLOS et al., 2013).

Os agrotóxicos podem também se infiltrar no solo, atingindo as águas subterrâneas e ser encontrados em poços utilizados para abastecimento de água para uso doméstico ou para dessedentação de animais. A importância relativa dessas duas formas de transporte depende, em grande parte, do tipo de solo e do relevo da região (FLORES et al., 2004).

A presença de agrotóxicos em estações de tratamento de águas urbanas é principalmente devido ao seu uso não agrícola. A lista de utilizações inclui a aplicação de manutenção de gramados (campos de golfe, instalações educacionais, parques e cemitérios), no controle de vegetação industrial (instalações industriais, concessionárias de energia elétrica, rodovias, ferrovias, gasodutos), em saúde pública (redução de mosquitos, áreas de controle de roedores e áreas aquáticas) e em culturas não-agrícolas, como a silvicultura comercial e horticultura e plantas em viveiros (KÖCK-SCHULMEYER et al., 2013).

Antes do ano de 1500 a visão de mundo dominante na Europa, bem como no restante o mundo era a agricultura baseada na origem orgânica. A estrutura científica dessa visão foi devido à autoridade da igreja e da filosofia de Aristóteles.

Esta visão orgânica mudou radicalmente nos séculos XVI e XVII, uma vez que sofreu uma ruptura epistemológica que foi substituída pela noção do mundo da máquina com mudanças revolucionárias causadas pelas ideias científicas de Copérnico, Galileu, Newton e Einstein (PINOTTI e SANTOS, 2013).

Por volta de 1798, o planeta atingiu um bilhão de pessoas. Neste momento, o crescimento da população mundial estava em progressão geométrica, enquanto o crescimento de alimentos aumentou aritmeticamente, causando há muito tempo uma dívida negativa em alimentos, determinando a fome (RIBAS e MATSUMURA, 2009).

Nas últimas décadas a ação humana sobre o planeta tem sido extrema e de acelerado desenvolvimento. A Revolução Verde, que ocorreu entre os anos de 1940 a 1970, com a mecanização rural, irrigação e uso de fertilizantes e agrotóxicos, bem como a seleção de sementes mais produtivas determinou o crescimento da produção de grãos em países desenvolvidos.

Isto resultou na intensiva utilização da adubação química e de agrotóxicos.

Esse conjunto de inovações tem contribuído para modernas práticas agrícolas que garantem a produção de alimentos e cereais pelo aumento da produtividade agrícola.

Mas estas realidades não passaram nem perto de solucionar o problema da fome que depende da distribuição de riqueza.

O impacto da humanidade sobre do planeta, que começou um crescimento acelerado de dez mil anos atrás, com a descoberta da agricultura e o aumento da produção de grãos foram reguladas pela alta taxa de mortalidade em epidemias e guerras (PINOTTI e SANTOS, 2013).

Assim, após o final da II Guerra Mundial, a partir da década de 50, quando se iniciou a chamada Revolução Verde, foi possível observarem-se profundas mudanças no processo tradicional da produção agrícola, bem como nos impactos dessa atividade sobre o ambiente e a saúde humana.

Novas tecnologias, muitas delas baseadas no uso extensivo de agentes químicos, foram disponibilizadas aos agricultores aumentando a produtividade através do controle de doenças e proteção contra insetos e outras pragas (RIBAS e MATSUMURA, 2009).

O uso de agrotóxicos no Brasil, assim como o controle de sua presença no meio ambiente, é normatizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).

A Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) n°430 de março de 2011 preconiza o nível máximo permitido para agrotóxicos organoclorados em recursos hídricos (BRASIL, 2011).

De acordo com GARCIA et al. (2005), a legislação brasileira para o uso e controle de agrotóxicos começou mais formalizada na década de oitenta (Lei dos Agrotóxicos do Brasil, n° 7802/89). As agências governamentais envolvidas nesse trabalho têm definido a necessidade de práticas agrícolas e ambientais para a manutenção da saúde pública.

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Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.Saiba mais em O AMBIENTALISTA

Agrotóxicos, histórico e novidades, Parte 1/3, artigo de Roberto Naime


[EcoDebate] BORSÓI et. al. (2014) assinalam que o meio ambiente envolve todos os seres vivos e inanimados que ocorrem na Terra, ou alguma região dela, que afetam os ecossistemas e a vida.

É compreendido pelo conjunto de condições, leis, influências e infraestrutura de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas.

A relação entre meio ambiente e agrotóxicos é extremamente complexa, pois todo produto químico aplicado no ambiente resultará em algum impacto, segundo BORSÓI et. al. (2014)

O Brasil é um dos principais consumidores de agrotóxicos do mundo, devido principalmente a sua grande extensão de terras agricultáveis e aplicações muitas vezes sem critérios técnicos que provocam contaminação do meio ambiente e interferem na saúde da população.

Dentre os agrotóxicos os grupos químicos organoclorados e organofosforados destacam-se pela alta toxidez de suas moléculas e capacidade de causar danos ao ambiente e, devido a serem aplicados em larga escala, provocam diversos problemas tanto a animais quanto a pessoas.

BORSÓI et. al. (2014) assinala que existem vários métodos e ações para reduzir a problemática da contaminação com agrotóxicos, entre as quais se pode citar o controle biológico de pragas e doenças, investimento em pesquisa em moléculas menos tóxicas e capacitação técnica para a correta aplicação dos produtos.

Não faz sentido exercer qualquer condenação prévia e apriorística de qualquer substância química, com apropriação dogmática. Qualquer inovação tecnológica tem como estimulação, os benefícios que podem ser gerados.

Assim, todos os procedimentos merecem isenção e avaliações em cada caso, e não condenações gerais de qualquer natureza, que respondam a anseios dogmáticos ou políticos.

Mesmo que não se apregoe qualquer restrição às evoluções científicas que inegavelmente são representadas por aprimoramentos de moléculas na indústria química, não custa nada admoestar a todas as partes interessadas que é preciso ter um pouco de humildade.

Mecanismos de proteção que podem até interferir na seleção natural, são temerários, sem compreender todas as relações implícitas ou explícitas, e não lineares ou cartesianas da homeostase dos ecossistemas.

Logo parece um pouco pretensioso na atual fase de conhecimentos da civilização humana, implementar estes incrementos sem considerar os princípios de precaução e sem mobilizar tentativas mais sistêmicas e holísticas de se apropriar da realidade.

A preocupação com a presença de agrotóxicos nos alimentos é tão antiga quanto à introdução destes produtos químicos no controle de pragas e doenças que afetam a produção agrícola.

A relação entre agricultura e saúde pública sempre foi muito grande, seja na função de supridora de alimentos, seja pelos riscos à saúde humana e ao meio ambiente causados pela utilização de agrotóxicos (VEIGA, 2007).

Apesar disso, somente em anos mais recentes, o avanço do conhecimento científico e as novas tecnologias da área laboratorial, vêm permitindo a avaliação da qualidade dos alimentos que chegam à mesa da população.

O desenvolvimento dos agrotóxicos foi impulsionado pelo anseio do homem em melhorar sua condição de vida, procurando aumentar a produção dos alimentos (BRAIBANTE e ZAPPE, 2012).

Mas agora é consensual a constatação de que a fome depende mais de equidade social na distribuição da renda do que da produção de grãos e alimentos

Os herbicidas que são amplamente utilizados em zonas rurais para fins agrícolas e não agrícolas, constituem importantes poluentes das águas naturais (IRACE-GUIGAND et al., 2004).

O círculo do agrotóxico ocorre quando um determinado produto é proibido de ser utilizado pelos produtores dos países industrializados, e entretanto continua sendo produzido nas indústrias deste país industrializado para ser exportado para nações em desenvolvimento. Onde são utilizados quase que inteiramente por produtores exportadores de grãos, e então o agrotóxico volta para o país industrializado como resíduo em alimentos (GALT, 2008).

Os resíduos de agrotóxicos em alimentos consumidos por pessoas podem ser causa de problemas endócrinos, uma vez que várias substâncias químicas de uso doméstico, industrial e agrícola possuem comprovada atividade hormonal, e por isso também são denominados interferentes ou disruptores endócrinos (FONTENELE et al., 2010).

Existem mais de três mil substâncias produzidas em larga escala no mundo e numerosas delas são interferentes endócrinos como inseticidas, detergentes, repelentes, desinfetantes, fragrâncias, solventes, retardantes de chamas, entre outros produtos, que estão presentes nos efluentes das indústrias e residências e que chegam até as estações de tratamento de água.

Deve-se considerar que apenas 40 a 50 substâncias químicas são contempladas pelos padrões de potabilidade de água na maioria dos países, e por isso a presença desses contaminantes na água, no solo ou no ar representa um risco devido à contaminação na cadeia alimentar, que não são avaliados pelos órgãos de controle de qualidade (FONTENELE et al., 2010).

Atualmente, mais de 80% dos agricultores brasileiros utilizam agrotóxicos para combater pragas e doenças e com isso aumentar a produtividade, o que contribui para aumentar o risco de danos ambientais e problemas com a saúde humana, uma vez que principalmente os agricultores estão expostos a uma mistura de agrotóxicos (PEDLOWSKI et al., 2012) e isso pode contribuir ainda mais para desencadear interferências endócrinas (FONTENELE et al., 2010).

Por isso, o ciclo dos agrotóxicos usados no mundo, considerando todo seu processo de produção industrial até seu destino final que é o meio ambiente, tornou-se praticamente uma preocupação constante entre os ambientalistas, ativistas políticos e pessoas preocupadas com qualidade e segurança alimentar do consumidor (GALT, 2008).

Para FIGUEIREDO e NETO (2009), extrapolar o conceito biológico tradicional de meio ambiente é necessário para que compreender a complexa relação entre ser humano e natureza. Subjetivamente, ambiente é um sistema de relações entre o ser humano e o meio, entre sujeitos e objetos.

O meio ambiente depende de um sistema de crenças, valores e culturas e da interação entre os sujeitos (indivíduos, grupos, sociedade) e os objetos (fauna, flora, solo, água, ar etc.).

Para BORSÓI et. al. (2014), dessa forma, é possível se ter então um conceito de meio ambiente, incluindo as percepções ambientais da sociedade, como o lugar determinado ou percebido, onde os elementos naturais e sociais estão em relações dinâmicas e em interação.

Essas relações implicam processos de criação cultural e tecnológica e processos históricos e sociais de transformação do meio natural e construído (FIGUEIREDO e NETO, 2009).

Houve grande transformação da paisagem do meio agrícola a partir da revolução verde, a qual provocou inovações com a utilização de tecnologias.

As tecnologias resultaram na substituição da mão de obra humana e animal pela utilização de máquinas e equipamentos, na utilização de sementes selecionadas para maior produtividade e recentemente pela adoção das sementes transgênicas.

Também resultou na intensiva utilização da adubação química e de agrotóxicos. Esse conjunto de inovações tem contribuído para modernas práticas agrícolas que garantem a produção de alimentos e cereais pelo aumento da produtividade agrícola.

Mas estas realidades não passaram nem perto de solucionar o problema da fome que depende da distribuição de riqueza.

Referências:

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Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.
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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Usina solar da Creluz deve começar a operar em setembro

Complexo, que funcionará em ciclo combinado, é o primeiro de geração de energia verde do Rio Grande do Sul e um dos únicos do país.

O Rio Grande do Sul está prestes a ver em funcionamento a primeira usina com produção de energia totalmente verde, obtida por meio da luz solar. O empreendimento assinado pela Creluz está localizado às margens da BR-386, no entroncamento da rodovia com a BR-158, em Boa Vista das Missões e é ainda um dos primeiros desta modalidade no país. Com obras em 2 hectares, iniciadas em abril, a previsão da cooperativa é colocar a primeira fase em operação experimental até o final de setembro de 2016.

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Enquadrada no setor de regulamentação como de microgeração, vai funcionar em ciclo combinado com a Usina Hidrelétrica Carlos Bevilacqua, instalada em Seberi. A primeira fase deve atender a todo o consumo interno de energia da cooperativa, abastecendo fábricas, escritório e as próprias usinas hidrelétricas do grupo, que hoje são seis. “Estamos fazendo essa usina com todas as condições para geração integrada, que vai atender ao consumo da Creluz”, reforça o presidente da instituição, Elemar Battisti.

Para viabilização da primeira etapa foram investidos R$ 4 milhões, sendo 50% de recursos próprios da Creluz e 50% financiados com taxas especiais pela Sicredi Alto Uruguai RS/SC, parceira do projeto. “O valor foi aplicado na compra da área, material e mão de obra. Grande parte de postes, palanques, calçamento e tudo o que requer concreto foi fabricado pela cooperativa. Não estamos destruindo matas, nem águas, não tem qualquer impacto ambiental, pelo contrário, a cooperativa está cuidando de todos os taludes, gramas e o que mais é necessário para uma obra sustentável”, complementa Battisti.

Energia limpa

Quando iniciar a produção de energia, o empreendimento terá a mesma capacidade de produção da Usina Hidrelétrica Tereza Bortolini, de Novo Tiradentes, que é de 250 KW pico. Vai funcionar com a captação de energia solar por meio de 1.008 placas, instaladas para o norte, com total aproveitamento da luz do sol. “Os painéis têm tecnologia alemã, foram fabricados na China e já estão no Porto de Rio Grande, aguardando detalhes como padronização do Inmetro e questões tributárias”, destaca.

Totalmente tecnológico, o complexo será operado por celulares e tablets, via fibra ótica. “Quando iniciarmos, até mesmo o sistema de segurança vai ocorrer por meio de câmeras. A usina praticamente não requer manutenção, apenas uma vez por ano será feita a limpeza das placas. Esta iniciativa faz parte da nossa filosofia que é de produzir energia totalmente verde”, finaliza o presidente da Creluz.

A fase B, que ainda será implementada, terá um investimento de mais R$ 2 milhões, funcionando com mais 1.600 placas solares, e terá a produção energética voltada para o mercado. Na totalidade, a capacidade do empreendimento deverá chegar a 0,7 megawatts de energia totalmente limpa.
Por: Márcia Sarmento - marcia.sarmento@folhadonoroeste.com.br
Fotos - Márcia Sarmento

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Morango - cresce implantação do sistema protegido na região

A produção de morangos na região do Alto Uruguai tem migrado direto do solo para o sistema protegido. Vários municípios estão cultivando em bancada, como Erval Grande, Áurea, Estação, Getúlio Vargas, Erechim.

Entre as vantagens está a diminuição da penosidade do produtor que pode trabalhar em pé e não mais agachado, facilitando o manejo. Além disso, como o plantio é feito no substrato, praticamente as doenças são eliminadas.

De acordo com o agrônomo da Emater Regional, Nilton Cipriano de Souza, a estrutura é semelhante a estufa, porém esta é fechada nos quatro cantos e a bancada é fechada somente na parte superior. “O morango é todo plantado num substrato, saslab, colocado em cima da estrutura de até 40 metros de fila”.

Com relação ao custo, o que encarece é a irrigação. Souza diz que o sistema precisa da caixa com água de 5 ou 10 mil litros, motobomba e a canalização. “Hoje para produzir uma estufa de 5 metros de largura por 40 m de comprimento o custo aproximado é de R$ 12 mil”.

Com relação a área cultivada em bancada são cerca de 2,5 hectares produzindo em torno de 18 toneladas de morango – a produção varia conforme a estrutura e o tamanho.

Diretamente no solo os produtores estão abandonando, mas ainda há cerca de 2 hectares em produção, com uma produção cerca de 30% inferior.

Souza salienta que uma vez instalado o sistema protegido, a produção ocorre o ano todo. “Esse sistema permite controlar melhor a produção”, diz.

Toda produção regional é comercializada na região.

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